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Histórico

A primeira Academia de Ciências Contábeis do mundo surgiu em 1813: “L`academia degli Logismofili” (Academia dos Logismográfos), que depois foi chamada de “Academia Nazionale della Ragioneria”(Academia Nacional da Contabilidade), em Bolonha.

No Brasil, em 1950, Academia Mineira de Ciências Contábeis foi a primeira criada.

Em São Paulo, em 1952, o Prof. Francisco D´Áuria como Presidente, ladeado pelo Prof. Armando Aloe como Secretário e pelo Prof. Paulino Baptista Conti como Tesoureiro, fundaram a Academia Paulista de Contabilidade.

A Academia Paulista de Contabilidade, fundada e instalada em Assembleia Geral em 25 de abril de 1952, teve o Estatuto original registrado sob nº 99065, no 4º Registro de Títulos e Documentos, desta Capital, em 16 de janeiro de 1953, sob nº 1670, livro A, com certidão do referido registro, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 16 de janeiro 1953, na página 56, sendo sua sede provisória atual em São Paulo-SP, na Rua Rosa e Silva, 60, Bairro Higienópolis.

A Academia Paulista de Contabilidade é uma associação sem fins lucrativos, de âmbito estadual, de prazo indeterminado.

Instalação solene da Academia Paulista de Contabilidade e posse da sua primeira Diretoria

(Revista Paulista de Contabilidade, órgão do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – Fevereiro de 1953.)

Discurso pronunciado pelo Prof. Francisco D´Auria

“Meus caros colegas,

Nesta memorável sessão em que se empossam os órgãos diretores das nossas corporações de contabilistas, no Estado de São Paulo, - faço uso da palavra para um rápido escorço da nossa vida associativa, especialmente no que se refere ao nosso mais recente grêmio: a “Academia Paulista de Contabilidade”.

Quatro são as entidades básicas que agremiam os contabilistas em São Paulo: o “Conselho Regional de Contabilidade”, a “Federação dos Contabilistas”, o “Sindicato dos Contabilistas de São Paulo”, a “Academia Paulista de Contabilidade”. Aos menos avisados poderá parecer que em se tratando de uma só classe, - a coexistência dessas quatro corporações é uma superfluidade. Mas, tal não se dá para aqueles que refletirem sobre o papel que cada uma dessas corporações desempenha.

Quatro são as finalidades das nossas entidades de Classe:

1ª – a que organizou e supervisiona o exercício legal da profissão;

2ª – a que congrega os contabilistas de todo o Estado para jungí-los a todos os contabilistas do Brasil;

3ª – a que cuida dos interesses profissionais e dos problemas sociais;

4ª – a que deverá cuidar do aperfeiçoamento científico da contabilidade e do exercício profissional.

Cada uma dessas finalidades abrange uma série de peculiares problemas. O método cartesiano e a especialização de funções aconselham, para um maior êxito, que se resolvam distintamente por suas espécies, esses problemas.

A nossa atual situação agregativa é resultante de uma lógica evolução que, em poucas palavras, aqui expondo. No começo do século presente existiu um grêmio de guarda-livros, em S. Paulo, - mas o reduzido número de profissionais da época, a modesta bagagem de conhecimentos equivalente ao nosso pequeno desenvolvimento econômico-administrativo não exigiam mais do que esses reduzidos limites.

Em 1916, fundara-se, no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Contabilidade, já em época mais avançada de nossos estudos e preparação profissional; em 1919, à semelhança daquele, foi fundado o Instituto Paulista de Contabilidade; em 1936, criamos o Sindicato dos Contabilistas de São Paulo, em que se transformara o Instituto Paulista de Contabilidade. Este Instituto escreveu páginas brilhantes de defesa dos interesses profissionais e alguma coisa fizera em prol do aperfeiçoamento cientifico da Contabilidade. O Sindicato, regulado pela lei, desempenhou-se das suas atribuições, cuidando dos interesses profissionais e dos problemas sociais e fazendo bastante em prol da cultura contábil.

A Federação corresponde às aspirações da união de classe, estadual e nacional; o Conselho Federal e Regional de Contabilidade consolidaram a função legal do contabilista.

Mas, senhores, faltava-nos alguma coisa para completar o sistema agregativo dos contabilistas, faltava-nos um órgão de autoridade e eficiência da cultura contábil.

Todos sabem da existência quase secular da Société de Comptabilité de France e dos Institutos de Contadores da Inglaterra; da Sociedade de Contabilidade da Bélgica, da Sociedade de Contabilidade de Portugal, das Academias, Colégios e Associações da Itália, através de alguns séculos e, finalmente, do reputado Instituto Americano de Contadores, que dita normas doutrinais e do exercício profissional.

Não passou inobservada, no Brasil, a necessidade de se criar um órgão de cultura contábil-profissional. No V Congresso Brasileiro de Contabilidade, realizado em Belo Horizonte, o nosso ilustre colega, Prof. Joaquim Monteiro de Carvalho, apresentou indicação no sentido de serem criadas as Academias Contábeis nos Estados. Minas Gerais já tem a sua Academia e um Centro de Pesquisas Contábeis. Nós, acolhendo a ideia do nosso conterrâneo, Professor Monteiro de Carvalho, e acompanhando os colegas mineiros, também promovemos a fundação da Academia Paulista de Contabilidade.

Poderia parecer, e muitos assim pensavam e pensam, que o titulo "Academia" é pomposo e pretencioso mas, na realidade, nós não usaremos fardão e espadim; não teremos patronatos; não faremos alarde de imortalidade... Academia, historicamente, sempre foi, apenas, um círculo de homens de boa-vontade para o aperfeiçoamento das ciências, das artes, dos esportes, etc. Os mais vaidosos é que lhe deram caráter de grande nobreza, elevando-a a cenáculo de uma elite de homens, a uma corporação de homens superiores, quase divinos, por seus excelsos dotes de aristocrático saber.

O nosso grêmio poderia se chamar "Instituto" ou simplesmente "Sociedade"; não seria o título a modificar-lhe a essência. Duas razões militam em favor do título escolhido: 1ª, porque se originou de uma indicação congressual; 2ª, por que já existe uma Academia, a mineira, e outras regionais, poderão vir a formar-se, e com o mesmo nome. Não a denominamos "Instituto", por que poderia parecer um revivescência do que se convertem em "Sindicato".

A verdade nesta questão do título é uma simples questão de denominação. O que interessa é que mantenhamos, à altura dos nossos tradicionais foros contábeis de São Paulo, um grêmio de estudiosos que trabalhem com devotamento, sincera, desinteressada e patrioticamente, do aprimoramento da ciência e da profissão contábeis.

Com a posse dos dirigentes da Academia, neste momento, estabelecemos o marco inicial dos nossos trabalhos que realizaremos, esforçadamente, para alcançarmos as elevadas finalidades propostas.”

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