Aposentadoria do INSS pode elevar 25% e passar dos R$ 2 mil. Veja quem pode
Aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que precisam de ajuda diária para realizar tarefas básicas podem ter direito a um acréscimo de 25% no valor da aposentadoria. O adicional pode elevar o pagamento mensal para mais de R$ 2 mil, dependendo do valor recebido pelo segurado.
O benefício atende aposentados por incapacidade permanente — antiga aposentadoria por invalidez — que necessitam de assistência contínua de outra pessoa. A previsão consta no artigo 45 da Lei nº 8.213/1991.
Para quem enfrenta limitações que dificultam atividades como tomar banho, vestir-se, alimentar-se ou se locomover, esse valor extra pode ajudar a custear parte das despesas com cuidadores e assistência cotidiana.
Mas atenção: o adicional não é liberado automaticamente para todos os aposentados do INSS. O segurado precisa solicitar o acréscimo e comprovar que atende aos critérios legais.
Quanto o aposentado pode receber com o adicional?
O cálculo corresponde a 25% do valor da aposentadoria por incapacidade permanente. Em 2026, considerando o salário mínimo de R$ 1.621, o exemplo fica assim:
• Aposentadoria: R$ 1.621;
• Adicional de 25%: R$ 405,25;
• Total mensal: R$ 2.026,25.
O cálculo mostra como o adicional pode elevar o benefício acima de R$ 2 mil para quem recebe o piso previdenciário.
O valor extra também pode superar esse montante quando a aposentadoria original é maior. A concessão, entretanto, depende da comprovação da necessidade de assistência permanente, e não apenas do valor recebido pelo segurado.
Quem pode ter direito ao adicional de 25%?
A legislação prevê o acréscimo para aposentados por incapacidade permanente que dependem da ajuda contínua de outra pessoa.
Entre as situações que podem justificar o adicional, conforme a avaliação individual, estão:
• cegueira total;
• paralisia dos dois braços ou das duas pernas;
• perda de membros em condições previstas na regulamentação;
• alterações mentais graves que comprometam a vida diária;
• incapacidade para realizar atividades básicas sem assistência de terceiros.
Esses exemplos não garantem a concessão automática. O INSS analisa as condições de cada segurado, considerando a documentação médica e a necessidade efetiva de auxílio permanente.
Também é importante observar que o adicional não se estende automaticamente a todas as modalidades de aposentadoria. Quem recebe aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição, por exemplo, não tem direito ao acréscimo apenas por precisar de ajuda de outra pessoa.
Como solicitar o adicional de 25%?
O aposentado pode iniciar o pedido pelos canais oficiais do INSS, especialmente pelo aplicativo ou site Meu INSS.
O caminho é o seguinte:
1. Acesse o Meu INSS com a conta Gov.br.
2. Procure o serviço relacionado ao acréscimo de 25% na aposentadoria por incapacidade permanente.
3. Apresente os documentos solicitados e os relatórios médicos que demonstrem as limitações funcionais e a necessidade de assistência contínua.
4. Acompanhe o andamento do requerimento e, caso o INSS solicite, compareça à perícia médica.
Relatórios médicos atualizados, exames, receitas e documentos que descrevam as dificuldades enfrentadas na rotina podem ajudar a demonstrar a situação do segurado.
Pedido exige comprovação
O adicional de 25% pode representar um reforço importante no orçamento de quem precisa de cuidados permanentes. No entanto, a concessão depende da análise do INSS e do cumprimento dos requisitos legais.
Por isso, aposentados e familiares devem verificar o enquadramento antes de fazer o pedido e reunir documentos que mostrem como a condição de saúde afeta as atividades cotidianas.
Se o aposentado por incapacidade permanente precisa de ajuda contínua para viver com segurança e realizar tarefas básicas, vale consultar as regras e verificar a possibilidade de solicitar o adicional.
Fonte: jornalcontabil

