CONEXÕES ACADÊMICAS
Temas emergentes na visão dos Profissionais da Contabilidade
Conteúdo:
Data: 22/fevereiro/2024
Horário: 16h as 17h30
Local: Ao Vivo no Youtube
Palestrantes:
Ahmad Abu Islaim
Contador formado pela Universidade de São Paulo, com mais de 15 de anos de experiência em grupos multinacionais de grande porte de diversos segmentos, tais como empresas de auditoria externa (Big four), indústria e varejo (KPMG, Grupo Unigel, Grupo Carrefour, CVC e Klabin).
Ricardo Tresso Marcolino
Foi gerente de auditoria independente pela KPMG e possui experiências em empresas de grande porte como Gerente executivo da Controladoria. Também é membro de conselho fiscal. Possu9i a graduação em Administração e em Ciências Contábeis, ambos pela FECAP-Fundação Álvares Penteado.
Moderação: Acadêmico da APC Flávio Riberi
O Acadêmico Charles Holland, membro da Academia Paulista de Contabilidade e diretor da Associação Comercial de São Paulo-ACSP, publicou no Diário do Comércio o artigo "Eleições de 2026, governança e Inteligência Artificial", no qual propõe uma reflexão sobre o papel da tecnologia e da governança na qualificação do debate público brasileiro.
No texto, o autor defende que a democracia se fortalece não apenas pelo exercício do voto, mas também pelo acesso da sociedade a informações confiáveis e por mecanismos que permitam acompanhar o cumprimento dos compromissos assumidos pelos governantes ao longo de seus mandatos.
Charles Holland observa que, historicamente, os programas de governo apresentados nas eleições brasileiras costumam reunir princípios e diretrizes, mas raramente estabelecem metas mensuráveis, indicadores, cronogramas ou critérios objetivos que possibilitem ao eleitor acompanhar sua execução. Para ele, o cenário atual oferece uma oportunidade inédita de mudança, impulsionada pela disponibilidade de dados públicos e pelos avanços da inteligência artificial.
Segundo o Acadêmico, ferramentas baseadas em IA já são capazes de comparar propostas, identificar convergências e divergências entre candidatos, estimar impactos fiscais, traduzir documentos técnicos para uma linguagem acessível e acompanhar o cumprimento das metas anunciadas durante toda a gestão pública.
O artigo também destaca que esse avanço tecnológico ganha ainda mais relevância diante dos desafios fiscais do país. Nesse contexto, Holland sustenta que a adoção de boas práticas de governança, aliada ao uso responsável da inteligência artificial, pode ampliar a transparência, fortalecer o controle social e incentivar programas de governo mais consistentes e fundamentados tecnicamente.
Ao concluir sua análise, o Acadêmico ressalta que a combinação entre dados públicos, Inteligência Artificial, governança corporativa e participação cidadã representa uma oportunidade para elevar a qualidade da gestão pública e consolidar uma democracia mais transparente e orientada por resultados.