Logo da Academia Paulista de Contabilidade
Área Restrita:
Acadêmica Angela Alonso mostra os desafios do lucro real e presumido após a reforma tributária, em artigo

A reforma tributária brasileira segue provocando debates relevantes no meio contábil e empresarial. Em recente artigo, a contadora Angela Zechinelli Alonso, integrante da Academia Paulista de Contabilidade - APC, analisou os desafios trazidos pelas mudanças no sistema tributário e alerta para o que chama de uma possível “armadilha” na escolha entre os regimes de lucro real e lucro presumido.

Intitulado “Lucro Real ou Presumido pós-Reforma: a ‘Armadilha’”, o texto traz reflexões importantes para empresários, contadores e gestores que precisam tomar decisões estratégicas diante do novo cenário tributário que começa a se desenhar no País.

Sócia da Alonso Barretto & Cia. Auditores Independentes e perita contábil, Angela  Zechinelli Alonso destaca que a reforma trouxe novas camadas de complexidade à escolha do regime tributário, especialmente após mudanças estruturais na tributação sobre o consumo.

Segundo a especialista, a principal transformação decorre da substituição do PIS e da Cofins pelos novos tributos CBS - Contribuição sobre Bens e Serviços e IBS - Imposto sobre Bens e Serviços, que passam a seguir regras semelhantes tanto para empresas no lucro real quanto no lucro presumido.

Essa alteração reduz diferenças relevantes que existiam anteriormente entre os regimes e pode impactar diretamente o fluxo de caixa das empresas.

Insegurança jurídica em pauta

Outro ponto destacado no artigo é a mudança no momento da incidência dos tributos. Com o novo modelo, a cobrança passa a ocorrer na operação realizada, independentemente de o pagamento ter sido recebido.

Isso significa que empresas poderão ter de recolher impostos mesmo antes de receber de seus clientes - situação que exige planejamento financeiro mais rigoroso.

Além disso, Angela Zechinelli Alonso chama a atenção para o aumento da insegurança jurídica em torno de determinados aspectos da tributação, especialmente diante de decisões judiciais ainda conflitantes. Um exemplo recente citado pela autora envolve discussão sobre o adicional de 10% nas alíquotas de IRPJ e CSLL no regime de lucro presumido, tema que já chegou ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Diante desse cenário, a Acadêmica reforça o papel estratégico do profissional da Contabilidade. Isso porque a escolha entre lucro real e lucro presumido deixou de ser uma decisão baseada apenas em cálculos padronizados e passou a exigir uma análise aprofundada do negócio.

Entre os fatores que precisam ser avaliados estão:

·       a margem de lucro efetiva da empresa;

·       a capacidade de gerar créditos tributários no novo sistema de CBS e IBS;

·       o impacto da inadimplência no fluxo de caixa;

·       o perfil financeiro e operacional do negócio.

No artigo, Angela Alonso também aponta que a reforma tributária tende a ampliar a importância da atuação do contador dentro das organizações.

“Longe de reduzir a necessidade de contadores, a reforma os transforma em verdadeiros estrategistas de negócio. A escolha entre lucro real e presumido exige análise personalizada, conhecimento da operação da empresa e visão de futuro”, afirma.

Para a Academia Paulista de Contabilidade, a contribuição da acadêmica reforça o papel da entidade na promoção do debate técnico qualificado sobre temas que impactam diretamente a economia e a atividade empresarial no Brasil.

O artigo completo está disponível para leitura no LinkedIn de Angela e traz ainda uma análise aprofundada sobre os desafios e oportunidades que a reforma tributária impõe ao planejamento tributário das empresas. Saiba mais: (11) Lucro Real ou Presumido pós-Reforma: A "Armadilha" | LinkedIn